Artesanato

Em finais do século XIX, o linho era o tecido mais usado pelos pobres, uma vez que lhes saia mais barato. Com efeito, eram os próprios que semeavam, colhiam, fiavam e teciam nos seus teares artesanais, procedento depois a confecção de roupas para o seu uso diário.
 
O artesanato do Concelho de Penacova é marcado pela produção artesanal de Palitos e de artefactos de madeira representativos do património do Concelho, de que se destacam a Roda, o Moinho e a Barca Serrana.
 
De pá e bico ou artísticos, de flor ou pestana, o fabrico de palitos teve, segundo a tradição, origem no Mosteiro de Lorvão, já que as freiras os produziam para decorar bolos e doces. Passariam, posteriormente, a ser produzidos pelas populações locais e vizinhas, levando, ao longo de muitos anos, o nome do concelho a todo o mundo. Lorvão seria mesmo intitulada, por Leite de Vasconcelos, a “capital do palito”.
 
Utilizando madeira de salgueiro ou choupo, a manufactura dos palitos, é faseada: os rolos de madeira são descascados e secos ao sol e no forno da boroa, após o que são rachados; colocada a coira em cima do joelho, as mãos dos artesãos manuseiam a navalha transformando o pau em palitos, que, vendidos directamente a particulares ou a comerciantes entravam no circuito comercial. Apesar de a sua produção ser hoje mais diminuta, prevalece em muitas localidades a tradição desta manufactura.