Freguesia de Penacova - Penacova
  

Igreja Matriz
Dedicado a Nossa Senhora da Assunção, este Templo foi levantado na ligação do colo do morro do castelo com montanha. Apesar de ter sido erigido em 1500, de acordo com algumas inscrições locais, o arcabouço actual é fruto da grande reforma que o edifício sofreu ao longo da centuria de quinhentos.
A frontaria singela, apresenta um bom portal. Rectangular, composto de pilastras e entablamento; sobre este um tímpano curvo, ornado de elementos salientes, como um baixo-relevo da padroeira ladeada por dois anjos;  pináculos de vasos firmam-se na perpendicular das pilastras. Acima da porta corta-se um óculo oval.
Á direita da nave, levanta-se a torre, coberta de cúpula, rematada de simulacro de breve lanternim, com pirâmides angulares.
O interior singelo é valorizado pelas capelas abertas nos flancos da neve.
Ao lado do arco cruzeiro, por trás dos retábulos podem-se observar outros arcos cavados nas paredes, destinados a retábulos pétreos, e ainda nichos dominantes, de finais do século XVI, com os bustos de “São Pedro" (á esquerda) e de,”São Paulo" (à direita).
O retábulo principal, de finais da centúria de seiscentos, é ladeado por duas colunas torcidas e de tâmpanos, dominadas se arcos do mesmo tipo. Aqui, destaca-se a imagem de “Nossa Senhora da Assunção”, de madeira, repintado, do ano de 1697 (de acordo com o Santuário Mariano). Os colaterais, de duas colunas e de irradiações solares no remate, pertencem a segunda metade do século XVIII. No da direita está uma grande escultura de “Cristo Crucificado”, da mesma época inferior.
A começar do arco, ao evangelho, podem-se admirar as seguintes capelas:
A Capela de Nossa Senhora da Graça. Dos donatários, os duques de Cadaval, é datada de finais da centúria de quinhentos. A abertura tem, na parede inferior, pilastras com colunas nos ângulos externos, decoradas de pendurados. O arco, com querubins, é ladeado de balustres suportando entablamento. O brasão é o da aspa dos Braganças, embora mal interpretado. O seu pequeno retábulo de pedra, da mesma época, de duas pilastras e nincho central, viu desaparecer a sua titular, uma “Virgem Sentada”.
A Capela de Nossa Senhora da Esperança é uma obra clássica da segunda metade do século XVI, embora fugindo ao tipo de abertura das restantes capelas. O arco flanqueia-se de duas pilastras jónicas e entablamento direito.
O pequeno retábulo tem nicho entre duas colunas com entablamento e frontão. A escultura da “Virgem com o Menino” é regular e de um tipo diferente do corrente, sustentando ao colo o menino em pé. O frontal reveste-se de azulejos azuis e brancos.
O Baptistério é um pequeno reduto, com pia do século XVII, ornada com festões.
Ao lado da epistola dispõem-se as seguintes capelas de acordo com a mesma ordem:
A Capela da Santa Família ou de São José é da primeira metade da centúria de seiscentos. O seu portal segue os tipos do século anterior, o que acontece com outras: pilastras em baixo, no alto duas a ladear o arco e dois bustos nos óculos. Os escudos de seis leões em duas palas têm por timbre o leão dos Arnaus. Tem cobertura em pedra, em quartelas e um retábulo, do século XVIII, secundário.
A Capela de mossa Senhora da Piedade da primeira metade da centúria de seiscentos, possui um arco no mesmo tipo que as anteriores, com volta de querubins ladeado de balaústres com entablamento direito bustos de "São Pedro" e “São Paulo" nos óculos. 0 Brasão esquartelado o primeiro de quatro bandas, o segundo de seis arruelas entre cruz doble, o terceiro partido duma árvore e dum castelo e o quarto com cinco brandões.
O pequeno retábulo de madeira, inferior, com pendurados nas piastras, é datado do século XVII. Nele encontra-se exposta uma boa escultura de pedra, da centúria de quatrocentos, de tipo coimbrão. Trata-se de uma 'Santa Viúva”, à qual falta já a mão esquerda, amparando-se por uma muleta.
A Capela do Espírito Santo possui arco simples, do primeiro quartel do século XVI, renascentista, de arestas chanfradas em cavado, e uma abóbada de arestas. O retábulo, insignificante, de madeira, data cio século XVIII, exibe urna escultura de pedra, da "Trindade”, dos primórdios do século XVI, manuelina, secundária.
A Sacristia foi reformada em 1698, conforme data inscrita na porta. Aqui, encontra-se recravada uma lapide fúnebre romana (0,40mX0,35), aberta em grés  de região limítrofe.
Para além da lápide, regista-se também a existência de três baixos-relevos encrostados, vestígios de um retábulo ou de retábulos da mesma oficina, dois sobre o arcaz e o outro sobre o lavabo; datado de 1560. Este, que devia servir de remate de retábulo, representa o “Aparecimento de Cristo a Madalena”, enquanto que os restantes representam a “Adoração dos Magos” e a “Deposição da Cruz”
Dois sinos chamam os paroquianos para as Eucaristias, um datado de 1620 e 0utro; posterior, de 1905.
Arrumados na torre, foram, encontrados uma base e um capitel manuelinos, este decorado com dois troncos entrançados, outrora parte integrante de uma coluna isolada.
Por trás da capela-mor vê-se um pequeno remate de sacrário, da centúria de quinhentos.
Das alfaias religiosas, destacam-se um cálice de prata banca, tipo usual, do século XVII, de nó e base de entrançados e copa lisa; a custódia e a cruz processional, ambos do final do século XVIII.





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